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5 Visitantes | 10/02/2012 10:09
 
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Livro o Evangelho segundo Judas, nega milagres de Cristo

Assinado pelo romancista Jeffrey Archer e um teólogo, livro nega milagres como transformação de água em vinho

Um escritor best seller se une a um acadêmico com boas relações no Vaticano para conceber um quinto evangelho que redime Judas. A ação entre amigos evangelizante resultou no lançamento em março deste ano de "The Gospel According to Judas" (o evangelho segundo Judas), livro de apenas 100 páginas em que Jeffrey Archer -um dos romancistas mais bem-vendidos da Inglaterra- e Frank J. Moloney -respeitado especialista na Bíblia- defendem que Judas não traiu Jesus por 30 moedas de prata nem se enforcou. Morreu crucificado.
A traição, sustentam os autores, aconteceu por diferenças ideológicas entre mestre e apóstolo: Judas teria se decepcionado com Jesus por ele não ter tirado os romanos do poder.

Publicado em nove países simultaneamente, o livro deve chegar ao Brasil até julho, pela editora Bertrand, que tem outros quatro títulos de Archer em catálogo. A edição original é um pastiche de "livro sagrado", com capa que imita textura de couro, páginas com bordas douradas e um marcador com fita de tecido. Segundo os autores, o formato e o conteúdo teriam sido pensados para agradar "leitores do século 21" e soar críveis para "cristãos e judeus do século 1".
Archer e Moloney fazem uma releitura das escrituras sagradas e lançam mão de um expediente ficcional: a trajetória de Jesus -e suas interseções com a de Judas- é narrada por um certo Benjamin Iscariotes, primogênito de Judas. Já no primeiro capítulo o narrador propõe algumas revisões dos quatro evangelhos canônicos (Mateus, Marcos, Lucas e João, dos quais Archer toma emprestado passagens), afirmando, por exemplo, que Jesus não era um messias, e sim um profeta.
"Achei que era importante escrever um evangelho de um ponto de vista completamente diferente. E como a perspectiva de Judas era mais interessante do que a dos outros 11 apóstolos, a escolha me pareceu fascinante", diz Archer à Folha. "Não creio que o livro reabilite Judas, mas ele mostra a vida de Jesus de um ângulo diferente."

O novo evangelho também sustenta que Jesus não teria feito alguns milagres, como transformar água em vinho ou caminhar sobre a água. Archer diz, no entanto, que não se trata necessariamente de revisionismo. Mas que o seu evangelho, graças à pesquisa séria de Moloney, "permite que os cristãos praticantes reconsiderem alguns mitos que realmente podem ser pouco precisos".

Em nenhum momento, o projeto do livro foi oficialmente abençoado pela igreja. Mas recebeu um empurrãozinho do cardeal Carlo Maria Martini -"rival" de Joseph Ratzinger na sua eleição para o papado-, que apresentou Archer a Moloney. E do arcebispo sul-africano Desmond Tutu, que não só chamou o evangelho de "interessante e plausível", como gravou a versão em áudio.
"Também achamos que o papa leu uma cópia em alemão", conta Archer, para quem Bento 16 é um homem sensato e menos "duro" do que se esperava. "Não sabemos qual a foi a reação dele, mas Moloney teve permissão de falar sobre o livro no Vaticano, e achamos que isto fala por si."

Auto-reabilitação

Anglicano como Tutu, barão, Jeffrey Archer também atuou na política. Foi membro do Parlamento inglês e dirigente do partido Conservador, de Margaret Thatcher e viu sua carreira política degringolar, em 1986, quando o tablóide "Daily Star" publicou uma reportagem segundo a qual Archer teria pago 2.000 libras para uma prostituta. O escritor fabricou um álibi, foi preso em 2001 por perjúrio e obstrução da justiça e libertado em 2003.

A imprensa inglesa torceu o nariz para o projeto do "quinto evangelho", insinuando que se tratava de um projeto de redenção do próprio Archer. O "Times" ironizou, dizendo que o evangelho é uma obra de reabilitação de um autor familiarizado com projetos do gênero. O "Guardian" sugeriu que Archer "permanece inabalado pelos seus anos na prisão" e deve fazer "bem mais do que 30 moedas de prata" com o livro.

Fonte: UOL notícias

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Diz na Sagrada Escritura:

"Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente.
De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo.
Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.
Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!
É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo." (Gl 1, 6 -10)

“Sei que depois da minha partida se introduzirão entre vós lobos cruéis, que não pouparão o rebanho. Mesmo dentre vós surgirão homens que hão de proferir doutrinas perversas com o intuito de arrebatarem após si os discípulos. Vigiai!” (At. 20, 29-ss).
“Ele (o ímpio) usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar. Por isso, DEUS lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal." (2Ts. 2, 10-12)

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