27.10.2008 - Mais de mil pessoas pediram na Itália que sejam apagados seus nomes dos registros batismais de suas paróquias, informou nesta segunda-feira em comunicado a União de Ateus e Agnósticos italianos (Uaar).
Em um dia de manifestação convocado no sábado passado pela Uaar em toda a Itália, 1.032 apóstatas "reafirmaram seu direito de não serem considerados pelo Estado como súditos da Igreja Católica", de acordo com a agência de proteção de dados.
O secretário da Uaar, Raffaele Carcano, explicou que as adesões chegaram de toda a Itália e que em Bolonha e Milão superaram 100 pedidos de apostasia.
Ressaltou também que aderiram à iniciativa cidadãos de Cagliari (Sardenha), cidade que teve a visita do papa há alguns meses.
O dia 25 de outubro marcou o 50º aniversário da polêmica sentença que absolveu o bispo de Prato de denegrir publicamente dois cidadãos pelo simples fato de eles terem se casado no civil.
A decisão do tribunal determinou que o casal era batizado e, portanto, súdito do bispo.
Fonte: Terra notícias
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Lembrando...
Compromisso que nasce do batismo é o de ouvir Jesus, diz Papa
07.01.2007 - O Papa Bento XVI destacou hoje a importância que o batismo tem para os cristãos ao assegurar que o compromisso que nasce desse sacramento é o de "ouvir Jesus: crer n''Ele e segui-Lo de maneira dócil, fazendo sua vontade".
O Pontífice fez essa observação pouco antes de rezar o Ângelus junto a milhares de fiéis católicos que se reuniram hoje na Praça São Pedro, no Vaticano.
Ouvir Jesus, crer n''Ele e segui-Lo é o modo que "cada um tem para se aproximar da santidade, uma meta que, como lembrou o Concílio Vaticano II, é a vocação de todos os batizados".
Assim, Bento XVI tratou, nos habituais ensinamentos anteriores ao Ângelus, desse sacramento, no dia em que se lembra o batismo de Jesus no rio Jordão.
Pouco antes do Ângelus, o Papa batizou, na Capela Sistina, treze recém-nascidos, seis meninas e sete meninos, entre eles o filho de um guarda suíço.
Na homilia, o Papa insistiu na importância que o casamento, "berço de vida e amor", tem para os católicos.
O Pontífice levou adiante a tradição de seu antecessor João Paulo II de batizar os recém-nascidos no mesmo dia em que se lembra o batismo de Jesus.
No ritual, Bento XVI lembrou a criatividade do "grande Michelangelo", autor dos afrescos da Capela Sistina, e explicou cada um dos símbolos utilizados no batismo.
"Cada criança que nasce nos traz o sorriso de Deus e nos convida a reconhecer que a vida é um dom concedido por Ele que devemos acolher com amor e cuidar sempre, o tempo todo", disse o Papa.
Bento XVI deu o exemplo da família de Jesus: "escola de simplicidade, paciência e harmonia" que convida, além disso, a cuidar "não só do bem-estar e da saúde das crianças mas também de seu crescimento espiritual".
Na homilia, o Pontífice pediu aos fiéis católicos que vivam a Igreja como uma "realidade concreta", porque, segundo ele, "o cristianismo não é apenas uma coisa espiritual ou individual".
Bento XVI pediu aos pais das crianças batizadas que, "mesmo que estejam presos à atividade cotidiana, freqüentemente vertiginosa, não deixem de cultivar, pessoalmente e em família, a oração, que constitui o segredo da perseverança cristã".
Depois do Ângelus, Bento XVI cumprimentou os fiéis italianos e os peregrinos, entre eles os poloneses, sem mencionar a renúncia hoje do arcebispo de Varsóvia Stanislaw Wielgus.
O Papa Bento XVI aceitou hoje a renúncia de Wielgus, dois dias após assumir o cargo, em meio à polêmica causada pelo fato de o arcebispo ter colaborado com os serviços secretos do regime comunista.
Fonte: Terra notícias |