Profecias
4 Visitantes | 31/07/2010 5:06
 
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PROFECIAS DE SÃO JUDAS TADEU

“Mas vós, caríssimos, lembrai-vos das palavras preditas pelos Apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam que nos últimos tempos virão impostores, que andarão segundo as suas paixões, cheios de impiedade. Estes são os que provocam divisões, homens sensuais que não tem espírito.Vós, porém, caríssimos, edificando-vos a vós mesmos sobre o fundamento de vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos no amor de Deus esperando a misericórdia eterna.” (Jud. Vv. 17-21).

Aqui São Judas Tadeu faz uma descrição profética, ou, na verdade, um diagnóstico dos homens dos “últimos tempos”.

Mas, quem são estes homens e quando será a época da realização destas proféticas palavras?

A Bíblia não diz quando será o dia, apenas dá os sinais que o precederão; mas, quanto aos homens, ela não só os descreve, como diz quem serão eles.

Um dos sinais precursores daquele “dia” será a prática hedonista e materialista feita pelos homens dos “últimos tempos”, apelidados pelo profeta de “homens sensuais” e “sem espírito”.

Hedonista é uma mentalidade baseada na satisfação das paixões e dos desejos prazerosos; no texto, as palavras “andar segundo as paixões”, e “homens sensuais”, significam a mentalidade hedonista.

A moral hedonista “coloca o supremo bem do homem no prazer e o supremo mal na dor.” (Theobaldo M. Santos. Manual de Filosofia. P. 396, 10ª ed., 1958).

O materialismo faz do dinheiro o supremo bem do homem; sua ética é relativista e utilitarista.

Agora, estes “deuses” dos homens existiram sempre, como, pois, conciliar este texto com a realidade atual, uma vez que, se o interpretarmos de forma acomodatícia, este cumprir-se-ía em qualquer “tempo” e “lugar”.

Para fazer a conciliação, e não cair em contradição, é preciso considerar o seguinte: São Paulo Apóstolo diz que a profecia é um sinal, “não para os infiéis, mas para os fiéis”. (I Cor. 14, 22b).

“Infiel” é uma palavra usada para significar aquele que ainda não é cristão, e significa pagão; e “fiel” é uma palavra que significa cristão. É a partir deste texto que podemos conciliar as palavras da profecia de São Judas com o que acontecerá nos últimos tempos.

Trata-se, pois, da predição de uma crise não fora, mas dentro do mundo cristão; pois, aqui fala-se de uma “decadência”, ou seja, de uma “queda” do homem, que cai do estado de graça para o estado de pecado: queda de cristão a pagão.

É, pois, uma profecia da paganização, ou mundanização, da civilização cristã: uma adaptação do cristianismo ao mundanismo.

A profecia diz, portanto, que os cristãos dos últimos tempos serão homens sensuais e egoístas; é deles que o Apóstolo está falando, não dos outros, porque os outros já são hedonistas e materialistas, e não podem vir a ser o que já são.

O hedonismo é prática muito antiga, e já Epicuro foi um dos primeiros filósofos gregos a transformar essa prática em norma e filosofia de vida; já o cristianismo baseia-se não na satisfação das paixões, mas na prática da virtude, na graça santificante, no amor a Deus e ao próximo.

E é do abandono das práticas cristãs que o Apóstolo está falando. Nos primeiros tempos os cristãos eram virtuosíssimos, foi só com o passar do tempo que a cristandade foi sendo relaxada.

Falo, foi sendo relaxada, e não relaxando, porque essa crise foi causada, programada, e executada pelos inimigos de Cristo e da Igreja, ou seja, por aquelas “portas do Inferno”, de que falou nosso Senhor.

O tempo “exato” da “decadência cristã” Deus o revelou a São Nilo, Eremita do Século V da Era cristã.

A profecia de São Nilo tem tudo a ver com esta de São Judas Tadeu, de tal forma que se torna uma interpretação profética e divina da mesma. Nossa Senhora da Sallete, Nossa Senhora do Bom Sucesso, e Nossa Senhora de Fátima revelam a gravidade dessa crise de fé e de moral no mundo cristão.

Diante dessa situação o Apóstolo nos aconselha a permanecer firmes na fé, e na prática da oração, no amor de Deus, e esperando a libertação final que virá para todos aqueles que lutarem contra o pecado, a carne, e contra o Demônio.

Extraído do livro: Profecias Apocalípticas, do autor Gershonius Silvae

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