Anúncio da 2° Vinda
3 Visitantes | 10/02/2012 9:37
 
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Primeiro anúncio

"Em verdade, em verdade vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do homem" (Jo 1,51).

É esse o primeiro anúncio de Jesus, poucos dias após o batismo "o céu se abriu, e o Espírito Santo desceu na forma corporal de uma pomba, pairando sobre Ele; e uma voz do céu dizia: ' Tu és o meu Filho bem-amado, no qual encontro toda a minha satisfação' " (Mt 3,16-17; Mc 1,10-11; Lc 3,22).

Foi feito por Jesus, mais de um ano e meio após o início do Seu ministério público. Logo depois da promessa do primado a São Pedro e da predição clara da Sua futura paixão e ressurreição Ele disse às multidões: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem quiser perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, a salvará. Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que valor daria em troca de sua alma ou de sua vida? E quem no meio desta geração adúltera e pecadora se envergonhar de mim e de minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele quando voltar na glória do seu pai e de seus anjos. Pois o Filho do homem há de voltar na majestade do seu Pai com seus anjos, e então dará a cada um segundo suas obras" (Mt 16,24-27; Mc 8,34-38; 9,1; Lc 9,23-26 - em forma de harmonia).

As multidões e os discípulos, após ano e meio de pregação do Evangelho, já estavam suficientemente preparados para tão importante anúncio, bem como para aquilo que Jesus solenemente acrescentou: "Em verdade vos digo que entre os aqui presentes [por ocasião da volta de Jesus], haverá alguns que não experimentarão a morte até que vejam o esplendor do reino de Deus e a vinda do Filho do homem no seu reino" (Mt 16,28; Mc 9,1; Lc 9,27 - em forma de harmonia).

Jesus aqui fala abertamente da Sua segunda vinda e de alguns dos prodígios que deverão acontecer. Esse pronunciamento deve ser interpretado à luz dos textos paralelos da Bíblia. Em primeiro lugar, a transfiguração do corpo mortal em corpo glorioso e imortal. A explicação encontra-se em I Cor 15,25-50, onde São Paulo acrescenta: "Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (pois a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão e nós seremos transformados" (I Cor 15,51-52). A mesma coisa encontramos quando ele fala que, por ocasião da vinda do Senhor, os vivos não levam nenhuma vantagem sobre os mortos, mas os que já morreram em Cristo têm preferência sobre os que ainda vivem. Dentre estes, alguns serão arrebatados, sem passar pela morte (cf. I Ts 4,15-16): "Depois nós, os vivos, os que então estivermos na Terra, seremos arrebatados juntamente com eles [os mortos ressuscitados] sobre as nuvens ao encontro do Senhor nas alturas, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras" (I Ts 4,17-18). Alguns serão arrebatados, conforme Jesus. São Paulo não diz que todos seremos arrebatados.

A ressurreição, por ocasião da vinda de Jesus, é também de alguns, ou de muitos, conforme Daniel 12,2 e Apocalipse 20,4-6, onde se fala da primeira ressurreição, sendo que os não ressuscitados ressurgirão na segunda ressurreição.
Mais tarde, na Transjordânia, Jesus continuou a ensinar nos domínios do rei Herodes Antipas, o mesmo que executou João Batista. Na "Parábola das dez virgens" (cf. Mt 25, 1-13), Ele faz uma nítida alusão à Sua futura vinda, como Esposo das almas. "À meia-noite ressoou um grito: 'Eis que vem o esposo; ide ao seu encontro' " (Mt 25,6). Na mesma região também propôs e explicou a "Parábola do joio" no meio do trigo (cf. Mt 13,24-30.36-43), que trata igualmente da Sua vinda no fim dos tempos (não fim do mundo) quando se cumprirão as profecias sobre o Reino. Como o joio é separado do trigo, assim também os ímpios serão condenados, e "os justos brilharão como o sol no reino de Deus" (Mt 13,43) ou "como estrelas no firmamento, num perpétuo esplendor" (Dn 12,3).

“Vereis o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu, com grande poder e majestade” (Mt 24,30; 26,64; Mc 24,26;14,62; Lc 25,27; Dn 7,12-13; etc.). Eis que ele vem com as nuvens. Todos os olhos o verão, inclusive aqueles que o transpassaram (Ap. 1,7). Ele vem com todos os anjos e santos (Zc 14,7; Mt 16,27-28; Mc 8,38-39; Lc 9,26-27; etc). As nuvens de que a Bíblia fala são os anjos e santos, que formam o cortejo glorioso de Jesus, não só por ocasião da ascensão de Jesus ao céu, (Atos 1,9-11; Zc 13,5; Mt 16,28; Mc 8,39), mas também, e principalmente, na Sua vinda gloriosa.

A primeira vinda de Jesus ao mundo, há mais de dois mil anos, também foi saudada por uma milícia de coros de anjos cantando (Lc 2,13-14). Ele veio como Cordeiro de Deus: imolado, ressuscitado e glorificado à direita de Deus Pai. Esta vinda aconteceu na “primeira Plenitude dos tempos” (Gl 4,4). A vinda gloriosa, do novo céu para a nova terra, será a “segunda Plenitude dos tempos” (Ef 1,9-10), ou também “Fim dois tempos” (Is 2,2 ...e mais dezenas de vezes na Bíblia). Não será o fim do mundo, mas a nova criação do mundo, ou ainda, o oitavo dia da criação, que sucede ao término do sétimo dia da criação, no qual ainda estamos, mas que, agora, está chegando ao fim.

Nas últimas cinco décadas do século passado, o fim dos tempos foi solenemente aclamado pelo céu e pela terra.
Conforme a Bíblia, o céu e a terra serão completamente renovados mediante uma nova criação. Literalmente, é o oitavo dia da criação. Eis que o sétimo dia da Criação, que Deus confiou ao cuidado dos homens, está chegando ao fim (Gn 1,26-30). Enquanto isso, Deus descansou (Gn 2,1-4). No oitavo dia da Criação, novamente, “o governo de nosso Senhor e de seu Cristo se estabelece sobre o mundo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11,15). Deus, Emanuel, habitará com seu povo – assim na terra, como no céu – e fará novas todas as coisas. Todos os males, e a própria morte, serão suprimidos para sempre (Ap 21,1-8). Tudo isso foi anunciado pelos antigos profetas, salmos e o novo testamento.

Por Padre Léo Persch - Pelotas RS

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